Até logo, Lisi

É uma pena.

Quarta passada, dia 28 de agosto, Lisi embarcou em um avião para a Alemanha para passar duas semanas com o marido e sua família, e depois ela vai para os Estados Unidos, na expectativa de passar dois anos trabalhando por lá antes de definitivamente se estabelecer em terras germânicas.

A pena da qual falei não está em nada disso, e sim no fato de que não vai mais ter Lisi por aqui, e é incerto quando vou ver ela de novo. Não sabemos se nosso sonho de fazer um mestrado de comunidades sustentáveis na Noruega irá vingar.

Eu conheci ela na Novozymes durante nosso estágio, e mesmo de times diferentes, as bancadas onde trabalhávamos tinham um vão que nos deixava cara a cara com a outra. Papo vem, papo vai, estava ativado o meu modo “quero ser amiga dessa pessoa”. No último dia dela no final de 2017, ela me deu um abraço apertado, me desejou muito sucesso e nos prometemos que um dia sairíamos para tomar um café.

Esse dia chegou mais de um ano depois, no dia 16 de março de 2019, depois de algumas remarcações. Fomos no Hanuman Café, um local com uma vibe muito relaxada e com bowls de frutas deliciosos. Conversamos por três horas, nos (re)conhecendo e percebendo muitas semelhanças de história, vontades e formas de ser.

O triste é que, apesar dessa simpatia toda, Lisi já estava com os dias contados por aqui e uma vida lá fora planejada.

Nos vimos de novo em junho, no Barista Coffee Bar, que tem um café sensacional e um croque monsieur (basicamente um misto quente com MUITO queijo) que nem sei o que dizer sobre. E mais uma vez, passamos boas horas botando o papo em dia.

Alguns dias antes de ir embora, a Lisi fez uma festa de despedida. Por mais que pareça estranho, já que saímos tão poucas vezes, meus olhos encheram de lágrimas com o discurso dela durante a festa. Tive vontade de chorar porque vejo muito da Lisi em mim, e considero ela uma mulher incrível, muito intensa e muito decidida. Foi ela que me fez repensar muitas coisas sobre minha família e minha profissão. Ela também foi quem mais me inspirou a participar do BDNT, um grupo de dança que é um espaço onde posso ser eu mesma.

Dois dias antes de viajar, almoçamos juntas no Veg Veg, um lugar 100% vegano. Debaixo daquele guarda-sol, com o sol indo e vindo, eu, ela, Tristan e Lucas falamos principalmente do futuro, do que nos aguarda pela frente. Uma conversa “frio na barriga” no bom sentido.

Esse texto, que foi uma mistura de relato e indicação de lugares para ir em Curitiba, é para dizer obrigada e até logo, Lisi.

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