Há 17 anos, os pais da Sofia decidiram tirar as rodinhas da bicicleta dela. Primeiro eles seguraram na garupa enquanto ela pedalava, para evitar que ela caísse. Mas em algum momento, eles soltaram.
E ela nem percebeu. Ela estava aproveitando o vento que batia no seu rosto da maneira singular que só acontece quando pedalamos. Assim que ela notou a sua liberdade sobre duas rodas, se assustou e perdeu o equilíbrio. Nada como o primeiro tombo de bicicleta.

A Sofia não teve mais uma bicicleta nos últimos 14 anos. Era perigoso andar em Curitiba, todos diziam. E ela também tinha um pouco de medo. E quando não tivesse ciclovia? Andar no meio dos carros? Que loucura!
Mas ela queria aderir à causa da mobilidade urbana e incentivar o ciclismo. Por isso, há algumas semanas, ela resolveu me procurar na Bicicletaria Cultural, um local que defende o pertencimento do cidadão ao espaço urbano. Lá você encontra de tudo um pouco: cultura, serviços e bicicletas como eu.

Na primeira vez que a Sofia foi lá, ela não me encontrou, mas na segunda vez fomos devidamente apresentadas. Eu e ela soubemos na hora que fomos feitas uma para a outra.
Eu não sou tão nova assim, mas recebi uma bela reformada. Sou preta, minimalista e com um toque retrô. A Sofia comprou alguns acessórios para mim. E pode ser que eu ainda ganhe uma cestinha! Aí embaixo vai uma foto minha!

Quando saímos da Bicicletaria, a Sofia estava um pouco insegura e com medo. Mas estávamos bem acompanhadas por uma dupla que já entendia como funcionava se locomover em Curitiba sobre duas rodas. E não é que foi bem mais tranquilo do que ela pensou? Logo ela estava disfrutando da liberdade que só uma bicicleta proporciona e vendo sua cidade por uma nova perspectiva.

Para quem quiser saber mais sobre mobilidade urbana em Curitiba, a UFPR desenvolveu um programa chamado Ciclovida, disponível no link http://www.ciclovida.ufpr.br/.
Em caso de dúvida, pedale.
que bike liiindaaaa! quero pedalar com você!
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